quinta-feira, 30 de julho de 2009
sexta-feira, 24 de julho de 2009
A Brava Convida Companhia do Feijão
Mesmo com uma noite fria e chuvosa o público compareceu ao Sacolão das Artes para acompanhar a apresentação do espetáculo Mire Veja.quinta-feira, 23 de julho de 2009
Cia. Estável recebe a Brava Companhia no Arsenal da Esperança
Apresentação do espetáculo A BRAVA, em 05/07/2009 no Albergue Arsenal da Esperança.
O objetivo dos encontros era aproximar artisticamente os dois grupos, e estes das pessoas que residem no Arsenal da Esperança. Para tanto, nós da Brava Companhia fizemos um cronograma de trabalho dentro do qual disponibilizamos, por meio de provocações musicais, corporais e cênicas, um pouco da nossa investigação relacionada ao trabalho do ator, e da pesquisa específica para a montagem do nosso próximo espetáculo, O ERRANTE, cujo tema é Imagens que nos Cercam, Imagens que nos Cegam.
A BRAVA no Circuito Cultural Paulista 2009
Durante os meses de maio, junho e julho de 2009, a Brava Companhia circulou por cidades do interior paulista com o espetáculo A BRAVA.A Companhia passou por cidades como: Atibaia, Brodowiski, Itapetininga, Nova Odessa, Cabreúva e Ilhabela.
Em Nova Odessa a Brava Companhia se apresentou na bela Praça dos Três Poderes no dia 02 de julho.
Em Ilhabela, A BRAVA ficou "frente a frente" com Cristo...
... E um grande público acompanhou a apresentação.
A apresentação foi inicialmente marcada para 27 de junho, a Brava Companhia esteve na cidade nesse dia, mas a chuva causou o adiamento do espetáculo para o sábado seguinte. Mesmo com o clima bastante frio, o público compareceu e curtiu muito o espetáculo. Veja os comentários do pessoal do blog Que Corra La Voz: http://quecorralavoz.com/cultura/qclv-acompanha-e-ate-participa-de-peca-a-brava-em-nova-odessa/
Em Ilhabela, A BRAVA ficou "frente a frente" com Cristo...
... E um grande público acompanhou a apresentação.quarta-feira, 17 de junho de 2009
Comunicado do Sacolão das Artes - evidenciando o absurdo
Máquina do Poder Público destrói obra dos trabalhadores da Cultura
No dia 25 de agosto de 2007 o desativado sacolão hortifrutigranjeiro do Parque Santo Antônio reabriu suas portas, batizado desde então de “Sacolão das Artes”.
Essa conquista se deu após anos de uma grande luta, iniciada pela União de Moradores do Parque Santo Antonio, à qual se juntaram a Rede Social São Luiz, lideranças comunitárias, grupos e trabalhadores da cultura da região, a Subprefeitura M’ Boi Mirim e representantes do Ministério Público Estadual.
O Sacolão, que há muito havia perdido sua função social e se transformado numa espécie de “supermercado”, servindo apenas para o lucro de um único indivíduo, passa a ser um Pólo de Produção Artística, utilizado por vários grupos e artistas locais como espaço de apresentações, pesquisa, ensaios e criação. E também pela população local, que passa a ter acesso gratuito a uma programação cultural intensa e diversificada.
De sua reabertura até hoje, inúmeras atividades têm sido realizadas ali, produzidas pelos próprios grupos que ocupam o espaço, de modo cooperativo, e por convidados da cidade inteira que, voluntariamente, passaram a compor e enriquecer a programação: espetáculos de dança, música, teatro, circo, debates, palestras, colóquios, exposições, exibições de filmes, festas populares, mostras culturais, seminários, cursos, mutirões, reuniões da comunidade, etc.
Muito ainda precisa ser feito – o prédio carece de inúmeras melhorias arquitetônicas e estruturais – mas o que foi construído e produzido até agora já coloca o Sacolão das Artes como uma das referências da região e da cidade no que diz respeito a Programação Cultural, sendo, inclusive, indicado ao Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2009 pela sua importância enquanto Espaço Alternativo de Cultura.
Mesmo diante das enormes dificuldades enfrentadas, da quase total ausência de investimentos públicos, dos entraves burocráticos promovidos por uma má vontade política inadmissível, a avaliação dos trabalhos e dos resultados produzidos é mais que positiva. Mas agora os recém empossados representantes da Subprefeitura M’Boi Mirim, descontextualizados e desrespeitando esse histórico, têm atuado no sentido de destruir o trabalho realizado até então no Sacolão das Artes.
A princípio apresentaram-se como parceiros, depois interditaram o espaço alegando “falta de segurança” e “ilegalidade na ação dos grupos” (quando quem sempre se negou a avaliar e se responsabilizar pela segurança e melhorias no espaço, bem como a ‘regularizar’ as ações e parcerias foi a Subprefeitura) e em seguida confessaram que estão desenvolvendo, nos gabinetes, uma proposta para o espaço, sem discutir com a população e com aqueles que durante os dois últimos anos, diante da omissão do poder público, desenvolveram ações positivas e deram vida a um espaço localizado num dos bairros mais violentos da cidade.
Não bastasse isso, no final de 2008, a partir da mobilização dos grupos atuantes no espaço, foi apresentada pela ex-vereadora Soninha, e aprovada, uma emenda parlamentar para produção cultural no Sacolão em 2009, no valor de R$350.000,00 e, transcorrido meio ano, o dinheiro ainda não foi liberado. Neste ano captamos recursos e mão de obra junto a uma organização européia para a construção de três salas multiuso no espaço e a Subprefeitura barrou a construção, sem justificativa plausível.
Diante de tantos absurdos, o Sacolão das Artes – e os grupos que participam de se sua construção – manifestam aqui seu total repúdio a esta postura e à falta de um debate qualificado por parte da equipe da Subprefeitura M’ Boi Mirim, em relação à questão cultural na região.
É inaceitável que “projetos prontos“ sejam “atirados em nossas cabeças”, motivo pelo qual buscaremos, de todas as formas, o direito de constituirmos um Pólo Sociocultural diferenciado, com uma gestão coletiva e popular. Um espaço de produção de conhecimento e não um “supermercado de eventos culturais”.
Bloco do Beco
Brava Companhia
União de Moradores do Pque Sto Antonio, Jd. Antonieta e Adjacências
Rede Social São Luiz
Essa conquista se deu após anos de uma grande luta, iniciada pela União de Moradores do Parque Santo Antonio, à qual se juntaram a Rede Social São Luiz, lideranças comunitárias, grupos e trabalhadores da cultura da região, a Subprefeitura M’ Boi Mirim e representantes do Ministério Público Estadual.
O Sacolão, que há muito havia perdido sua função social e se transformado numa espécie de “supermercado”, servindo apenas para o lucro de um único indivíduo, passa a ser um Pólo de Produção Artística, utilizado por vários grupos e artistas locais como espaço de apresentações, pesquisa, ensaios e criação. E também pela população local, que passa a ter acesso gratuito a uma programação cultural intensa e diversificada.
De sua reabertura até hoje, inúmeras atividades têm sido realizadas ali, produzidas pelos próprios grupos que ocupam o espaço, de modo cooperativo, e por convidados da cidade inteira que, voluntariamente, passaram a compor e enriquecer a programação: espetáculos de dança, música, teatro, circo, debates, palestras, colóquios, exposições, exibições de filmes, festas populares, mostras culturais, seminários, cursos, mutirões, reuniões da comunidade, etc.
Muito ainda precisa ser feito – o prédio carece de inúmeras melhorias arquitetônicas e estruturais – mas o que foi construído e produzido até agora já coloca o Sacolão das Artes como uma das referências da região e da cidade no que diz respeito a Programação Cultural, sendo, inclusive, indicado ao Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2009 pela sua importância enquanto Espaço Alternativo de Cultura.
Mesmo diante das enormes dificuldades enfrentadas, da quase total ausência de investimentos públicos, dos entraves burocráticos promovidos por uma má vontade política inadmissível, a avaliação dos trabalhos e dos resultados produzidos é mais que positiva. Mas agora os recém empossados representantes da Subprefeitura M’Boi Mirim, descontextualizados e desrespeitando esse histórico, têm atuado no sentido de destruir o trabalho realizado até então no Sacolão das Artes.
A princípio apresentaram-se como parceiros, depois interditaram o espaço alegando “falta de segurança” e “ilegalidade na ação dos grupos” (quando quem sempre se negou a avaliar e se responsabilizar pela segurança e melhorias no espaço, bem como a ‘regularizar’ as ações e parcerias foi a Subprefeitura) e em seguida confessaram que estão desenvolvendo, nos gabinetes, uma proposta para o espaço, sem discutir com a população e com aqueles que durante os dois últimos anos, diante da omissão do poder público, desenvolveram ações positivas e deram vida a um espaço localizado num dos bairros mais violentos da cidade.
Não bastasse isso, no final de 2008, a partir da mobilização dos grupos atuantes no espaço, foi apresentada pela ex-vereadora Soninha, e aprovada, uma emenda parlamentar para produção cultural no Sacolão em 2009, no valor de R$350.000,00 e, transcorrido meio ano, o dinheiro ainda não foi liberado. Neste ano captamos recursos e mão de obra junto a uma organização européia para a construção de três salas multiuso no espaço e a Subprefeitura barrou a construção, sem justificativa plausível.
Diante de tantos absurdos, o Sacolão das Artes – e os grupos que participam de se sua construção – manifestam aqui seu total repúdio a esta postura e à falta de um debate qualificado por parte da equipe da Subprefeitura M’ Boi Mirim, em relação à questão cultural na região.
É inaceitável que “projetos prontos“ sejam “atirados em nossas cabeças”, motivo pelo qual buscaremos, de todas as formas, o direito de constituirmos um Pólo Sociocultural diferenciado, com uma gestão coletiva e popular. Um espaço de produção de conhecimento e não um “supermercado de eventos culturais”.
Bloco do Beco
Brava Companhia
União de Moradores do Pque Sto Antonio, Jd. Antonieta e Adjacências
Rede Social São Luiz
Casa de Arte e Paladar
Instituto Umoja – Dramaturgia Negra e Cultura Afro-Brasileira
As Capulanas – Companhia de Arte Negra
NCA – Núcleo de Comunicação Alternativa
Projeto 8 Usinas de Teatro e Música
Grupo Teatral Atuarte
Projeto Bairro da Paz
Instituto Umoja – Dramaturgia Negra e Cultura Afro-Brasileira
As Capulanas – Companhia de Arte Negra
NCA – Núcleo de Comunicação Alternativa
Projeto 8 Usinas de Teatro e Música
Grupo Teatral Atuarte
Projeto Bairro da Paz
quarta-feira, 10 de junho de 2009
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Demolição da Parede do Sacolão das Artes
Junto com essa parede, que foi o pretexto utilizado pela Subprefeitura para interditar o Sacolão e interromper o acesso da população a programação cultural ali produzida, caiu também o próprio Subprefeito que ordenou a demolição: o senhor Geraldo Carneiro - o terceiro a assumir o cargo desde que o Sacolão das Artes abriu suas portas. Ou seja, os representantes do Poder Público Local, mudam de cara de tempos em tempos, mas uma coisa não muda: nenhum até agora conseguiu entender o contexto da região no que diz respeito a sua produção cultural com inúmeras manifestações, grupos e ações. Nenhum deles conseguiu vizualizar a potência do que vem sendo construída no Sacolão das Artes, com a população e trabalhadores da cultura se juntando e assumindo a tarefa de pensar e construir um Pólo Sóciocultural diferenciado - um espaço de Produção de Conhecimento. Uma coisa é certa: mesmo com toda a desconstrução promovida pelo Poder Público essa potência só cresce a cada dia, e chegará o momento em que será impossível ignorá-la. Que o próximo Subprefeito tenha melhor visão.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
O SACOLÃO DAS ARTES NÃO PODE PARAR!
Mesmo com a interdição do espaço interno do Sacolão das Artes "por motivos de segurança" (talvez para a segurança de quem teme espaços onde se fomenta pensamento crítico), as atividades culturais não param.Os jovens da oficina de Dança de Rua participam da oficina do lado de fora do Sacolão. Quase na Rua mesmo... E o Teatro pediu licença ao futebol e ocupou o espaço da "quadra", na parte externa do Sacolão das Artes.
Mesmo com o frio da noite, crianças, jovens e adultos compareceram para prestigiar o grupo Pombas Urbanas, parceiro da zona leste de São Paulo, que apresentou o espetáculo "Histórias Para Serem Contadas".
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Interdição do Sacolão das Artes
O espaço do Sacolão das Artes encontra-se atualmente interditado a pedido da Subprefeitura M'Boi Mirim. O motivo alegado é a uma suposta falta de segurança oferecida por uma parede construída pela Brava Companhia como melhoria para o espaço de apresentações.
No momento, toda a equipe de coordenação do Sacolão está negociando com o Poder Público local a reabertura, mesmo que parcial, do espaço e a retomada das atividades.
A Brava Companhia deixa aqui um primeiro registro do seu repúdio a essa atitude arbitrária e irresponsável do Poder Público local, que além não ter nenhuma proposta de política pública cultural para a região, desrespeita a sua população com esse tipo de interferência em atividades realizadas pela sociedade civil organizada.
Em breve, mais noticias sobre esse fato.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A Brava Convida Buraco d'Oráculo
Outros grupos também se apresentarão dentro desta ação ao longo do ano de 2009.
"A BRAVA" para escolas
Durante as quintas-feiras de abril e maio de 2009 a Brava Companhia tem recebido o público de escolas do entorno do Sacolão das Artes para apresentações gratuitas do espetáculo "A BRAVA".
50 ingressos são reservados para a comunidade e o público em geral.
Essa ação faz parte do Projeto da Brava Companhia aprovado pela Lei de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
ÓI NÓIS AQUI TRAVEIZ visita a Brava Companhia
sexta-feira, 27 de março de 2009
Carta aberta dos trabalhadores em Teatro divulgada durante a ocupação da FUNARTE
CARTA ABERTA AO MINISTÉRIO DA CULTURA
Hoje, no Dia Mundial do Teatro, nós, trabalhadores de grupos teatrais de São Paulo organizados no Movimento 27 de Março, somos obrigados a ocupar as dependências da Funarte na cidade. A atitude extrema é provocada pelo falso diálogo proposto pelo governo federal, que teima em nos usar num debate de mão única. Cobramos, ao contrário, o diálogo honesto e democrático que nos tem sido negado.
O governo impõe um único programa: a transferência de recursos públicos para o marketing privado, o que não contempla a cultura mas grandes empresas que não fazem cultura. E se recusa, sistematicamente, a discutir qualquer outra alternativa.
Trocando em miúdos.
O Profic - Programa de Fomento e Incentivo à Cultura, que Vv. Ss. apresentam para discussão como substituto ao Pronac, que já existe, sustenta-se sobre a mesma coisa: Fundo Nacional de Cultura - FNC, patrocínios privados com dinheiro público (o tal incentivo/renúncia fiscal que todos conhecem como Lei Rouanet) e Ficart - Fundo de Investimento Cultural e Artístico.
Ora, o Fundo não é um programa, é um instrumento contábil para a ação dos governos. Já o Ficart (um fundo de aplicação financeira) e o incentivo fiscal destinam-se ao mercado, não à cultura. O escândalo maior está na manutenção da renúncia/incentivo fiscal, a chamada Lei Rouanet, que o governo, empresas e mídia teimam em defender e manter.
O que é a renúncia ou incentivo fiscal? É Imposto de Renda, dinheiro público que o governo entrega aos gerentes de marketing das grandes empresas. Destina-se ao marketing das mesmas e não à cultura. É o discurso que atrela a cultura ao mercado que permite esse desvio absurdo: o dinheiro público vai para o negócio privado que não produz cultura e o governo transfere suas funções para o gerente da grande corporação. Diminuir a porcentagem dessa transferência ou criar normas pretensamente moralizadoras não muda a natureza do roubo e da omissão do governante no exercício de suas obrigações constitucionais. Não se trata de maquiar a Lei Rouanet (incentivo fiscal); trata-se de acabar com ela em nome da cultura, do direito e do interesse público, garantindo-se que o mesmo dinheiro seja aplicado diretamente na cultura de forma pública e democrática.
Assim, dentro do Profic, apenas a renúncia fiscal pode se apresentar como programa, um programa de transferência de recursos públicos para o marketing privado, em nome do incentivo ao mercado. Trata-se, portanto, de um programa único que não vê e não permite outra saída, daí ser totalitário, autoritário, anti-democrático na sua essência.
E é o mesmo e velho programa que teima em mercantilizar, em transformar em mercadoria todas as atividades humanas, inclusive a cultura, a saúde e a educação, por exemplo. Não é por acaso que os mesmos gestores do capital ocupam os lugares chaves na máquina estatal da União, dos Estados e Municípios, coisas que conhecemos bem de perto em nosso Estado e capital, seus pretensos opositores.
E esse discurso único não se impõe apenas à política cultural. É ele que confunde uma política para a agrícultura com dinheiro para o agronegócio; que centra a política urbana na construção habitacional a cargo das grandes construtoras; e outra coisa não fazem os gestores do Banco Central que não seja garantir o lucro dos bancos. Não há saída, não há outra alternativa, os senhores continuam dizendo, mesmo com o mercado falido, com a crise do capital obrigando-os a raspar o Tesouro Público no mundo todo para salvar a tal competência mercantil.
Pois bem, senhores, apesar do mercado, nós existimos. Somos nós que fazemos teatro, mas estamos condenados: não queremos e não podemos fabricar lucros. Não é essa a nossa função, não é esse o papel do teatro ou da cultura. Nós produzimos linguagens, alimentamos o imaginário e sonhos do que muitos chamam de povo ou nação; nós trabalhamos com o humano e a construção da humanidade. E isso não cabe em seu estreito mundo mercantil, em sua Lei Rouanet e seu programa único.
Nós somos a prova de que outro conceito de produtividade existe. Os senhores continuarão a tratar o Estado e a coisa pública apenas como assuntos privados e mercantis? Continuarão a negar nosso trabalho e existência? Continuarão a negar a arte ou a cultura que não se resumem a produtos de consumo?
Por isso, além do FNC, exigimos uma política pública para a cultura que contemple vários programas (e não um único discurso mercantil), com recursos orçamentários e regras democráticas, estabelecidos em lei como política de Estado para que todos os governos cumpram seu papel de Poder Executivo.
É esse diálogo que os Senhores se negam, sistematicamente, a fazer enquanto se dizem abertos ao debate. Debate do quê? Do incentivo fiscal. Mas nos recusamos a compartilhar qualquer discussão para maquiar a fraude chamada Lei Rouanet.
Queremos discutir o Fundo. Mas queremos, também, discutir outros programas e oferecemos, novamente, o projeto de criação do Prêmio Teatro Brasileiro como um ponto de partida. Os Senhores estão abertos a este diálogo?
Movimento 27 de Março
São Paulo, Dia Mundial do Teatro e do Circo
27/03/2009
Hoje, no Dia Mundial do Teatro, nós, trabalhadores de grupos teatrais de São Paulo organizados no Movimento 27 de Março, somos obrigados a ocupar as dependências da Funarte na cidade. A atitude extrema é provocada pelo falso diálogo proposto pelo governo federal, que teima em nos usar num debate de mão única. Cobramos, ao contrário, o diálogo honesto e democrático que nos tem sido negado.
O governo impõe um único programa: a transferência de recursos públicos para o marketing privado, o que não contempla a cultura mas grandes empresas que não fazem cultura. E se recusa, sistematicamente, a discutir qualquer outra alternativa.
Trocando em miúdos.
O Profic - Programa de Fomento e Incentivo à Cultura, que Vv. Ss. apresentam para discussão como substituto ao Pronac, que já existe, sustenta-se sobre a mesma coisa: Fundo Nacional de Cultura - FNC, patrocínios privados com dinheiro público (o tal incentivo/renúncia fiscal que todos conhecem como Lei Rouanet) e Ficart - Fundo de Investimento Cultural e Artístico.
Ora, o Fundo não é um programa, é um instrumento contábil para a ação dos governos. Já o Ficart (um fundo de aplicação financeira) e o incentivo fiscal destinam-se ao mercado, não à cultura. O escândalo maior está na manutenção da renúncia/incentivo fiscal, a chamada Lei Rouanet, que o governo, empresas e mídia teimam em defender e manter.
O que é a renúncia ou incentivo fiscal? É Imposto de Renda, dinheiro público que o governo entrega aos gerentes de marketing das grandes empresas. Destina-se ao marketing das mesmas e não à cultura. É o discurso que atrela a cultura ao mercado que permite esse desvio absurdo: o dinheiro público vai para o negócio privado que não produz cultura e o governo transfere suas funções para o gerente da grande corporação. Diminuir a porcentagem dessa transferência ou criar normas pretensamente moralizadoras não muda a natureza do roubo e da omissão do governante no exercício de suas obrigações constitucionais. Não se trata de maquiar a Lei Rouanet (incentivo fiscal); trata-se de acabar com ela em nome da cultura, do direito e do interesse público, garantindo-se que o mesmo dinheiro seja aplicado diretamente na cultura de forma pública e democrática.
Assim, dentro do Profic, apenas a renúncia fiscal pode se apresentar como programa, um programa de transferência de recursos públicos para o marketing privado, em nome do incentivo ao mercado. Trata-se, portanto, de um programa único que não vê e não permite outra saída, daí ser totalitário, autoritário, anti-democrático na sua essência.
E é o mesmo e velho programa que teima em mercantilizar, em transformar em mercadoria todas as atividades humanas, inclusive a cultura, a saúde e a educação, por exemplo. Não é por acaso que os mesmos gestores do capital ocupam os lugares chaves na máquina estatal da União, dos Estados e Municípios, coisas que conhecemos bem de perto em nosso Estado e capital, seus pretensos opositores.
E esse discurso único não se impõe apenas à política cultural. É ele que confunde uma política para a agrícultura com dinheiro para o agronegócio; que centra a política urbana na construção habitacional a cargo das grandes construtoras; e outra coisa não fazem os gestores do Banco Central que não seja garantir o lucro dos bancos. Não há saída, não há outra alternativa, os senhores continuam dizendo, mesmo com o mercado falido, com a crise do capital obrigando-os a raspar o Tesouro Público no mundo todo para salvar a tal competência mercantil.
Pois bem, senhores, apesar do mercado, nós existimos. Somos nós que fazemos teatro, mas estamos condenados: não queremos e não podemos fabricar lucros. Não é essa a nossa função, não é esse o papel do teatro ou da cultura. Nós produzimos linguagens, alimentamos o imaginário e sonhos do que muitos chamam de povo ou nação; nós trabalhamos com o humano e a construção da humanidade. E isso não cabe em seu estreito mundo mercantil, em sua Lei Rouanet e seu programa único.
Nós somos a prova de que outro conceito de produtividade existe. Os senhores continuarão a tratar o Estado e a coisa pública apenas como assuntos privados e mercantis? Continuarão a negar nosso trabalho e existência? Continuarão a negar a arte ou a cultura que não se resumem a produtos de consumo?
Por isso, além do FNC, exigimos uma política pública para a cultura que contemple vários programas (e não um único discurso mercantil), com recursos orçamentários e regras democráticas, estabelecidos em lei como política de Estado para que todos os governos cumpram seu papel de Poder Executivo.
É esse diálogo que os Senhores se negam, sistematicamente, a fazer enquanto se dizem abertos ao debate. Debate do quê? Do incentivo fiscal. Mas nos recusamos a compartilhar qualquer discussão para maquiar a fraude chamada Lei Rouanet.
Queremos discutir o Fundo. Mas queremos, também, discutir outros programas e oferecemos, novamente, o projeto de criação do Prêmio Teatro Brasileiro como um ponto de partida. Os Senhores estão abertos a este diálogo?
Movimento 27 de Março
São Paulo, Dia Mundial do Teatro e do Circo
27/03/2009
terça-feira, 3 de março de 2009
Estável, Engenho e Dolores visitam a Brava Companhia
Brava Conversa com Reinaldo Maia
domingo, 22 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
"A BRAVA" na Mostra de Rua do Folias e no FEVERESTIVAL
"A BRAVA" iniciou sua circulação em 2009 com apresentações na Mostra de Rua do Folias (01/02) e no FEVERESTIVAL (06/02) em Campinas.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Brava Companhia recebe indicações ao Prêmio Shell de Teatro e Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2008
O espetáculo "A BRAVA" recebeu 1 indicação ao Prêmio Shell de Teatro de São Paulo na categoria direção. Fábio Resende, que dirigiu e também integra o elenco da peça, irá disputar o prêmio com outros cinco concorrentes. Os vencedores serão conhecidos em março deste ano.
Siga o link abaixo e conheça os demais indicados ao 21º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo:
http://www.shell.com/home/content/br-pt/society_environment/participacao_social/cultura/teatro_21_sp_segundo_semestre_0113.html:
Já no Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2008 a Brava Companhia recebeu 5 indicações nas categorias:
. DRAMATURGIA
. PROJETO SONORO
. OCUPAÇÃO DE ESPAÇO
. TRABALHO APRESENTADO EM RUA
. COMPANHIA REVELAÇÃO
A festa de anúncio dos vencedores ocorrerá no dia 17/2, às 21h, no Espaço Parlapatões, em São Paulo.
Siga o link abaixo para conhecer os indicados em todas as categorias:]
http://www.cooperativadeteatro.com.br/newsDetails.do?id=672
Siga o link abaixo e conheça os demais indicados ao 21º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo:
http://www.shell.com/home/content/br-pt/society_environment/participacao_social/cultura/teatro_21_sp_segundo_semestre_0113.html:
Já no Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2008 a Brava Companhia recebeu 5 indicações nas categorias:
. DRAMATURGIA
. PROJETO SONORO
. OCUPAÇÃO DE ESPAÇO
. TRABALHO APRESENTADO EM RUA
. COMPANHIA REVELAÇÃO
A festa de anúncio dos vencedores ocorrerá no dia 17/2, às 21h, no Espaço Parlapatões, em São Paulo.
Siga o link abaixo para conhecer os indicados em todas as categorias:]
http://www.cooperativadeteatro.com.br/newsDetails.do?id=672
Panorama Teatral Sul 2008............4 º dia
O segundo final de semana do Panorama Teatral Sul 2008 começou na sexta-feira com apresentações de dois coletivos da periferia sul: Capulanas Cia de Arte Negra e a Cia Humbalada de Teatro.
As Capulanas apresentaram o espetáculo "Solano Trindade e Suas Negras Poesias" inspirado pela obra do poeta Solano Trindade.
Na sequência a Cia Humbalada encenou o seu "Cidadão Perfeito", peça que trata de forma bem humorada sobre o poder de manipulação da televisão sobre sua audiência.
As Capulanas apresentaram o espetáculo "Solano Trindade e Suas Negras Poesias" inspirado pela obra do poeta Solano Trindade.
Na sequência a Cia Humbalada encenou o seu "Cidadão Perfeito", peça que trata de forma bem humorada sobre o poder de manipulação da televisão sobre sua audiência.
Panorama Teatral Sul 2008.......5º dia
O quinto dia do Panorama Teatral Sul 2008 contou com uma única atração: a apresentação do espetáculo "Arrumadinho", criação do grupo santista Trupe Olho da Rua.
O ótimo espetáculo do pessoal de Santos surpreendeu a todos com seus recursos cênicos e narrativos inusitados e um humor crítico bem conduzido.
A conversa com o grupo após o espetáculo também foi bastante interessante ao abordar as especificidades do fazer teatral na cidade de Santos e a relação do grupo com a capital paulista.
O ótimo espetáculo do pessoal de Santos surpreendeu a todos com seus recursos cênicos e narrativos inusitados e um humor crítico bem conduzido.
A conversa com o grupo após o espetáculo também foi bastante interessante ao abordar as especificidades do fazer teatral na cidade de Santos e a relação do grupo com a capital paulista.
Panorama Teatral Sul 2008...........6º e último dia
O último dia do Panorama Teatral Sul 2008 começou cedo, às 9h da manhã, com o workshop ministrado por Amilton Leite, integrante do grupo OIGALÊ, do Rio Grande do Sul.
O workshop teve como tema "Espaço, Teatro e Ritmo" e contou com a participação de vários integrantes da Brava Companhia, do Núcleo de Pesquisa e Montagem da Brava Companhia e da Trupe Olho da Rua.
No período da tarde o grupo TEHOA, da Associação Comunitária Monte Azul - Núcleo Horizonte Azul, apresentou o espetáculo "O Repouso de Adônis". O TEHOA foi o grupo mais jovem a participar do Panorama Teatral Sul 2008 e o debate após o seu espetáculo foi especialmente interessante por ter dado a oportunidade aos jovens atores de receber várias dicas e recomendações da platéia, formada por pessoas da comunidade e vários integrantes de outros grupos participantes do Encontro.
Na sequência o Panorama recebeu a galera do grupo Dolores Boca Aberta Mecatrônica que realizou uma bela intervenção poética e musical que abriu a Brava Conversa sobre "Estética e Geografia", última atração do X Encontro de Grupos.
Essa Brava Conversa foi talvez o momento mais marcante de todo o Panorama. Uma roda formada por mais de 50 pessoas se formou no espaço cênico do Sacolão das Artes e uma conversa altamente qualificada e, por vezes, até tensa foi iniciada. Integrantes de praticamente todos os coletivos participantes do Panorama estiveram presentes, além de pessoas da comunidade e representantes de grupos culturais locais. Essa verdadeira mobilização de atores culturais em função da reflexão sobre o fazer teatral encerrou com chave de ouro o Panorama Teatral Sul 2008.
O que fica desse Encontro, o décimo organizado pela Brava Companhia e o primeiro realizado no Sacolão das Artes, é a certeza de que com trabalho sério e profissional, algumas parcerias qualificadas e muito empenho, é possível concretizar ações culturais com conteúdos relevantes, que vão além do simples entretenimento.
Obrigado a todos que, de alguma forma, tornaram esse Panorama Teatral Sul 2008 possível.
Nos vemos na edição 2009!
Brava Companhia
O workshop teve como tema "Espaço, Teatro e Ritmo" e contou com a participação de vários integrantes da Brava Companhia, do Núcleo de Pesquisa e Montagem da Brava Companhia e da Trupe Olho da Rua.
No período da tarde o grupo TEHOA, da Associação Comunitária Monte Azul - Núcleo Horizonte Azul, apresentou o espetáculo "O Repouso de Adônis". O TEHOA foi o grupo mais jovem a participar do Panorama Teatral Sul 2008 e o debate após o seu espetáculo foi especialmente interessante por ter dado a oportunidade aos jovens atores de receber várias dicas e recomendações da platéia, formada por pessoas da comunidade e vários integrantes de outros grupos participantes do Encontro.
Na sequência o Panorama recebeu a galera do grupo Dolores Boca Aberta Mecatrônica que realizou uma bela intervenção poética e musical que abriu a Brava Conversa sobre "Estética e Geografia", última atração do X Encontro de Grupos.
Essa Brava Conversa foi talvez o momento mais marcante de todo o Panorama. Uma roda formada por mais de 50 pessoas se formou no espaço cênico do Sacolão das Artes e uma conversa altamente qualificada e, por vezes, até tensa foi iniciada. Integrantes de praticamente todos os coletivos participantes do Panorama estiveram presentes, além de pessoas da comunidade e representantes de grupos culturais locais. Essa verdadeira mobilização de atores culturais em função da reflexão sobre o fazer teatral encerrou com chave de ouro o Panorama Teatral Sul 2008.
O que fica desse Encontro, o décimo organizado pela Brava Companhia e o primeiro realizado no Sacolão das Artes, é a certeza de que com trabalho sério e profissional, algumas parcerias qualificadas e muito empenho, é possível concretizar ações culturais com conteúdos relevantes, que vão além do simples entretenimento.
Obrigado a todos que, de alguma forma, tornaram esse Panorama Teatral Sul 2008 possível.
Nos vemos na edição 2009!
Brava Companhia
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Panorama Teatral Sul 2008..........1º dia
O primeiro final de semana do Panorama Teatral Sul 2008 funcionou com uma síntese do que a Brava Companhia pensa para o espaço onde hoje está sediada.
Nesses três primeiros dias do evento foi possível vivenciar algumas das principais ações que compõem a estratégia do grupo para transformar o Espaço Brava Companhia no Sacolão das Artes num Pólo de Pesquisa e Produção Artística, tendo o Teatro como carro-chefe: uma programação de espetáculos de qualidade, espaços de reflexão e de produção de conhecimento, jovens e adultos estudando Teatro e vivenciando a organização do Espaço - tudo isso de forma organizada, funcionando com qualidade, apesar dos parcos recursos técnicos, e aberto a participação da comunidade.
Na sexta-feira, o início do Panorama se deu com a apresentação do espetáculo "Homem Cavalo & Sociedade Anônima" da Cia. Estável, uma das principais montagens da cena teatral paulistana no momento. A peça, com alto conteúdo sócio-político, foi acompanhada por cerca de 100 pessoas. Outros grupos de renome, como a Cia. São Jorge de Variedades, Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, e também, é claro, coletivos da região, passaram pelo Sacolão das Artes nesse primeiro final de Semana.
No sábado, o Núcleo de Pesquisa e Montagem da Brava Companhia, formado por 10 integrantes, entre jovens e adultos, que têm encontros semanais, das 9h às 13h, se reuniu normalmente e, após o término das atividades, a maioria dos participantes permaneceu no local durante todo o dia, acompanhando a programação do Panorama e auxiliando nas montagens e desmontagens dos espetáculos. Ou seja, aprendendo na prática como se dá a organização e a realização de um evento cultural.
Além dos debates realizados com os grupos participantes após cada espetáculo, no domingo (07/12) pela manhã, o Panorama recebeu o Profº Norval Baitello que realizou uma verdadeira aula aberta sobre o tema "Imagens que nos cercam, imagens que nos cegam", que transitou pela Comunicação, pela Filosofia, pela Antropologia e pela Sociologia, gerando um debate altamente qualificado, inclusive com a participação do ator e dramaturgo Reinaldo Maia.
A Brava Companhia acredita que
ações como essa, realizadas de forma regular, organizada e com qualidade, aproximarão, cada vez mais, a comunidade, transformando o Espaço numa referência para a região, e a Arte numa necessidade para as pessoas que ali residem.
Essa é a nossa utopia.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Panorama Teatral Sul 2008..........2º dia
Panorama Teatral Sul 2008..........3º dia
O 3º dia do Panorama Teatral Sul 2008 começou às 10h com a Brava Conversa com o Profº Norval Baitello - Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade Livre de Berlim e Professor titular da PUC-SP - sobre o tema "Imagens que nos cercam, imagens que nos cegam", que faz parte da pesquisa da Brava Companhia para seu seu próximo espetáculo.
As Bravas Conversas - palestras e bate-papos com artistas, acadêmicos e especialistas em diversas áreas do conhecimento - têm o objetivo de compartilhar com todos os interessados a pesquisa da Companhia, além de contribuir para que o Espaço Brava Companhia no Sacolão das Artes se torne, cada vez mais, um Pólo de Pesquisa Artística e de Produção de Conhecimento.
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