TERRA DE MATADOUROS
espetáculo inspirado em Santa Joana dos Matadouros, de Bertolt Brecht
Estreou em 21 de maio de 2022.
Foto de Jardiel Carvalho |
A peça mostra os bastidores da crise capitalista do mercado da carne na Chicago dos anos 1930. A crise é apresentada por meio de um conjunto de relações entre capitalistas: criadores de gados, atacadistas e industriais da carne enlatada; trabalhadores: empregados e desempregados sujeitos a terríveis níveis de exploração e inconsciência sobre o processo; religião: representada pelo Exército dos Boinas Pretas, do qual emerge a pretensa e fracassada heroína Joana Dark; Partido Comunista, que surge na peça como um vestígio desarticulado da classe trabalhadora; Estado, evidenciado pela repressão armada e a imprensa como porta-voz política do capital.
A partir do enredo original da peça escrita em 1931, que
demonstra a crise provocada pela superprodução, a peça expõe as armações
promovidas pelo grande industrial da carne enlatada, Pedro Paulo Bocarra, e os
feitos ingênuos de Joana Dark em prol do conjunto de trabalhadores assolado pelo
colapso econômico.
Em Terra de
Matadouros, a Brava Companhia ensaia aproximações do texto original ao
cenário político econômico do Brasil por meio de colagens históricas produzidas
pela atuação de quatro atores e duas atrizes, que se revezam na apresentação
das dezenas de personagens, no canto e execução ao vivo das músicas e na
operação técnica do espetáculo.
Terra de Matadouros é mais uma experiência da Brava Companhia que busca preencher as lacunas ideológicas produzidas pelo mundo capitalista evidenciando processos por meio do teatro regado pela crítica, pelo humor, pela diversão e pelas necessárias tentativas.
🎥 Terra de Matadouros - registro audiovisual
ESCRITOS NEGROS MODERNISTAS
leitura encenada com a Brava Companhia de Teatro
Estreou em 26 de maio de 2022.
Foto de Jardiel Carvalho |
Escritos Negros Modernistas é uma
leitura encenada - trabalho artístico que mistura literatura, teatro, música e
performance para destacar uma produção escrita importante, elaborada por
escritoras/es negras/os brasileiras/os durante as primeiras décadas do século
XX.
Obras e autores que foram
invisibilizados no contexto histórico racista do período posterior à abolição
da escravidão, são apresentados neste trabalho cênico, que traz à tona um
universo criativo de grande potência estética e política.
O roteiro da leitura encenada inclui escritos de autores como Lima Barreto, Auta de Souza, Antonieta de Barros, Luiz Gama e Lino Guedes, textos da imprensa negra paulista dos anos 1930, comentários sobre a biografia dos personagens citados e referências a marcos históricos da luta do povo negro.
🎥 Escritos Negros Modernistas - trecho registrado em audiovisual
ESTUDO SOBRE "A PADARIA"
espetáculo de rua inspirado em fragmentos de textos de Bertolt Brecht
Estreou em 23 de outubro de 2021.
![]() |
Foto de Jardiel Carvalho |
Durante o primeiro semestre de 2021, a Brava Companhia iniciou um estudo sobre “A Padaria”, de Bertolt Brecht - conjunto de escritos inacabados do autor alemão, produzidos em 1928. São três grandes cenas nas quais o autor parece experimentar uma espécie de teatro de agit-prop, conectado com a sociedade alemã da época - que se via às voltas com a ascensão do nazismo - e localizado entre os extratos mais baixos da população. Trabalhadores precarizados, desempregados e pequenos comerciantes são as principais figuras em cena.
Na versão da Brava Companhia a ação foi transportada para um bairro em formação na periferia da cidade de São Paulo, e deslocada para um tempo no passado recente do Brasil: os anos da ditadura civil-militar. Outros personagens e novas cenas foram acrescidos ao roteiro da peça para dar conta de se figurar o ambiente e o período histórico propostos.
🎥 Estudo sobre "A Padaria"- registro audiovisual
O CHÃO NÃO TÁ PRA URSO
espetáculo infantil inspirado na história “Era Urso”, de Frank Tashlin
Estreou em 09 de novembro de 2019.
![]() |
Foto de Fábio Hirata |
A peça mostra um fragmento da vida
de Um e Dois, andarilhos, “bufões” de
rua, que estando à margem do mundo do trabalho narram a história de um Urso que
se vê preso em uma fábrica e é confundido com um operário. A peça é livremente
inspirada na história “Era Urso”, de Frank Tashlin, entrecortada por trechos
recriados de escritos de Manoel de Barros, Fernando Pessoa, Ferreira Gullar, Carlos
Drummond de Andrade, Eduardo Galeano, entre outros.
O Chão Não Tá Pra Urso é uma peça para todas as idades que desperta a atividade crítica e criativa por meio de cenas concebidas a partir do humor, da brincadeira e invencionices lúdicas. É uma peça que revela a todas as idades compreensões de mundo e modos de viver...
🎥 O chão não tá pra urso - registro audiovisual
SHOW DO PIMPÃO
peça piada de rua
Estreou em 17 de março de 2017.
Foto de Gabriel Renné |
Numa localidade qualquer da periferia do capitalismo três miseráveis artistas se juntam para tentar arrecadar algum numerário que lhes garanta a refeição do dia.
Em tempos de
crise, fazer graça com a própria desgraça foi a única alternativa que lhes
restou como forma de sobrevivência. E se o show não lhes rende o suficiente
para comer, ao menos o barulho das risadas do público ajuda a abafar o ronco
dos seus estômagos vazios, e a tentar esquecer a própria desnutrição.
Seria
trágico... Se não fosse cômico.
Nenhum comentário:
Postar um comentário